Twitter começa a enfrentar o ódio na rede

autor Misto Brasília

Postado em 20/12/2017 15:49:40 - 15:30:00


Twitter tem sido repetidamente criticado porque não faz filtragem/Arquivo/Reprodução

A empresa não quis fazer comentários de contas ou sobre o número de usuários atingidos

O Twitter anunciou no início semana que começou a aplicar as novas regras para filtrar conteúdos de "ódio" e "abusivos" na rede social, incluindo mensagens que promovam ou façam apologia da violência.

A plataforma vem enfrentando há algum tempo críticas sobre a forma como lida com os usuários, grupos e conteúdos que promovem o ódio na rede. O Twitter também informou que suspenderá "as contas ligadas a organizações que usem ou promovam a violência contra civis para visibilizar suas causas".

A empresa não quis fazer comentários sobre nenhuma conta em particular e não deu informações imediatas sobre o número de usuários atingidos pela nova disposição.

Como uma das principais redes sociais, o Twitter tem sido repetidamente criticado, como também o Facebook, por sua influência não filtrada em discussões políticas. As plataformas são acusadas, entre outras coisas, de não agirem com determinação contra a disseminação de ideias radicais de direita.

Recentemente, foi considerada especialmente controversa a decisão de verificar, ou seja, reconhecer oficialmente, o perfil do neonazista americano Jason Kessler. No Twitter, a verificação é uma forma de os usuários ganharem mais alcance, já que seu perfil é considerado como checado pela empresa.

Kessler é o organizador da parada neonazista em Charlottesville, na Virgínia. A crítica à verificação da conta dele foi tamanha que o Twitter decidiu interromper temporariamente todas as verificações.

Já no mês passado, o Twitter anunciou que bloquearia perfis que glorificassem ou endossassem a violência. A rede social disse querer ir ainda mais longe e observar o comportamento online de usuários fora da plataforma.

De agora em diante, os usuários não podem mais estar "ligados a organizações que usem ou defendam a violência contra civis por meio de suas opiniões ou comportamentos". (Da DW)


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