O colapso da saúde pública

autor Galba Velloso

Postado em 05/12/2017 16:02:44 - 15:54:00


Quem pode foge do serviço público de saúde que está sucateada/Arquivo/reprodução

Faltam estrutura hospitalar, equipamentos, médicos, valorização da consulta e até medicamentos

Enquanto se discutem com prioridade ladrões e furtos, deixa-se de dar a devida prioridade à grande preocupação dos brasileiros, o atendimento médico e hospitalar pela área pública, angústia que supera até mesmo os anseios quanto à educação, a segurança e o combate à corrupção, que não roubou apenas dinheiro, mas essas funções do Estado, desviando ou embolsando verbas destinadas ao atendimento médico. 

O governo que deixou o sistema hospitalar e de assistência médica públicos entrarem em colapso, não se constrange nem se sensibiliza com o sofrimento do povo. As autoridades do alto escalão da República invariavelmente se internam no Hospital Sírio Libanês, parecendo exclamar, como o senador, personagem inventada por Chico Anísio: “Eu detesto pobre, quero mais é que pobre se exploda”. 

Faltam estrutura hospitalar, equipamentos, médicos, valorização da consulta e até medicamentos elementares, o que inviabiliza qualquer socorro aos que se amontoam pelos corredores de hospitais públicos, como em campo de concentração gerado não apenas pela indiferença governamental, mas pelo propósito doloso de fazer dos cargos médicos, a começar pelos ministros da Saúde, moeda de negócio para as votações de denúncias e de reformas que o Congresso só engole em troca de verbas, posições e todos os tipos de favores. 

Temer, que alega pretender economizar, corta verbas em setores essenciais e as emprega na compra de votos que caracteriza as mesmas hipóteses de corrupção ativa e passiva que levaram à prisão de Curitiba empresários e bandidos disfarçados, mas a maioria continua solta e operando sob o comando do próprio presidente da República com o título de articulação política da base parlamentar, quando se trata de operação mais afrontosa que o túnel cavado para roubar o Banco Central no Ceará, recentemente.

Semana passada, em Goiânia, toda a assistência odontológica pública foi suspensa pela falta de medicamentos e material até para uma simples obturação.

Esse sucateamento da saúde pública tem como beneficiários os bancos e seus cúmplices, pois é a razão da prosperidade do chamado Seguro Saúde, com preços escorchantes para os que podem pagar, e que é uma minoria da população, entregues os demais à própria sorte. 

Temer é responsável por um enorme sofrimento da população, pelas lesões e até pelas mortes que a sua insensibilidade e indiferença pela Administração causam no País, com um governo cuja principal atividade é almoçar no Palácio do Jaburu e jantar no Alvorada, tendo como variação, em casos mais cabeludos ainda, o banquete na residência de parlamentares, supostamente para dividir apenas a refeição, mas tendo na verdade como prato principal o saque e o botim do dinheiro do povo que haveria de ser destinado à saúde, à segurança, à educação e a um combate ainda mais intenso da corrupção que prossegue, comandada até de dentro dos presídios em que estão alguns dos cúmplices, empenhados  em manter a privatização da saúde, para abandono de muitos e desespero dos que tentam arcar com um Seguro Saúde com os preços mirabolantes cobrados pelos bancos. 

Enquanto os pobres ficam abandonados nos corredores dos hospitais Temer e seus cúmplices usufruem o tratamento do Hospital Sírio Libanês.


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