Pulando fogueiras

autor Misto Brasília

Postado em 19/06/2017 10:33:37 - 10:29:00


Em meio às festas juninas, os políticos tentam pular fogueiras/Arquivo

Costuma-se dizer no Nordeste que o melhor momento para se “fazer um” é no pipocar de fogos

Texto de Genésio Araújo Júnior

A semana política deveria ser breve. A grande estrela da República deveria ser o Supremo Tribunal Federal (STF), que precisa decidir a vida do senador afastado Aécio Neves.

A pressão sobre o PSDB era, e é, pantagruélica, monumental. O partido não sabe se fica ou sai do governo Temer e seu mais importante líder FHC, num vai e volta incréu, sugeriu que Temer tivesse grandeza para antecipar eleições gerais, como se fosse possível, especialmente pois seriam de presidente a vereador de Uricurí! 

Vamos ter dia de São João (24 de junho) no final da semana e a tradição parlamentar recomenda não esticar muito a corda pois a bancada nordestina (151 deputados e 27 senadores) acaba carregando o resto no bolso, fazendo com que nada se vote no Congresso Nacional. O presidente Temer ficará fora do Brasil até sábado, 24 de junho, cumpre agenda na Suécia e na Rússia. Enfim, uma semana de pular fogueiras, porém na política o fogaréu parece atingir as fogueiras!

A entrevista do empresário Joesley Batista à revista Época foi um movimento estratégico de uma jogada política, midiática e jurídica de alto calibre. É inegável, antes de qualquer coisa, que a nova manifestação do empresário goiano – a primeira foi na divulgação das delações – é importantíssima, merece toda a nossa atenção. É importante que se fique atento, também, em que cenário ela se apresenta e qual será o seu impacto na elite política e na sociedade nordestina!

Costuma-se dizer no Nordeste que o melhor momento para se “fazer um” (assassinar, na linguagem facínora) é no pipocar de fogos de uma comemoração junina.  Já passamos Santo Antônio, virá São João e São Pedro. Muitos motivos para ouvirmos pipocar de fogos. Na política se pode morrer muitas vezes, já se disse. 

A sociedade nordestina, tal qual a média da sociedade brasileira, está petrificada. Não sabe mais para onde correr com tanto desvario na nossa política. Com as festas juninas, a maior festa na região e provavelmente a segunda maior festa brasileira depois do Carnaval, a sociedade se desloca para suas profundezas(?!) culturais. 


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